Mercado de capitais brasileiro registra volume recorde de ofertas em 2025

O mercado de capitais brasileiro encerrou 2025 com um marco histórico ao atingir R$ 838,8 bilhões em volume de ofertas, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2012. O crescimento de 6,4% em relação a 2024 reforça a consolidação do mercado como fonte relevante de financiamento para empresas e projetos de diferentes setores da economia, segundo levantamento da Anbima.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo último trimestre do ano, responsável por 37,1% do volume total captado. O mês de dezembro registrou o maior volume mensal da série histórica, indicando um movimento estratégico de antecipação de captações diante de condições favoráveis de mercado e de discussões regulatórias que impactam o setor.

As debêntures mantiveram a liderança entre os instrumentos de dívida, somando R$ 492,8 bilhões em ofertas e superando os volumes observados em todos os anos anteriores. Os recursos captados foram direcionados, em grande parte, a projetos de infraestrutura e à reorganização de passivos, com destaque também para o crescimento das debêntures incentivadas, que atingiram patamar inédito no período.

No segmento de securitização, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) concentraram a maior captação, evidenciando sua relevância como alternativa de financiamento para empresas de diversos portes. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) também registraram volume recorde, enquanto os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) apresentaram retração em comparação ao ano anterior.

Entre os instrumentos híbridos, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) alcançaram o maior volume de emissões da série histórica, com expressiva participação de investidores pessoas físicas. Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) também apresentaram crescimento consistente, ampliando as possibilidades de investimento e financiamento no mercado de capitais.

No cenário internacional, as emissões de renda fixa no mercado externo somaram US$ 31,6 bilhões, o maior volume desde 2014, com predominância de operações corporativas e prazos médios e longos. O conjunto dos dados evidencia a maturidade, a diversificação e a crescente sofisticação do mercado de capitais brasileiro, conforme informações da Anbima.

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