Os fundos de investimento registraram captação líquida positiva de R$ 48,5 bilhões no mês de fevereiro de 2026, conforme dados divulgados pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em boletim mensal publicado em 9 de março de 2026.
O principal destaque do período foram os fundos de renda fixa, que lideraram a captação no mês com R$ 55,6 bilhões, indicando uma preferência dos investidores por estratégias associadas a maior segurança. Em janeiro deste ano, essa mesma classe já havia registrado captação líquida de R$ 58,5 bilhões.
Em sentido oposto, os fundos ligados à renda variável apresentaram desempenho negativo no mês. Os fundos multimercados lideraram as saídas líquidas, com resgates de R$ 7,9 bilhões, seguidos pelos fundos de ações, que registraram retiradas de R$ 4,7 bilhões. Também foram observadas saídas líquidas nos fundos de previdência, no montante de R$ 1 bilhão, e nos fundos cambiais, com resgates de R$ 204,1 milhões.
Apesar do resultado negativo em fevereiro, os fundos multimercados ainda acumulam captação líquida positiva de R$ 11,6 bilhões em 2026. Já os fundos de ações registram, no acumulado do ano, saldo negativo de R$ 6,9 bilhões.
Outro destaque em fevereiro foi o desempenho dos fundos de índice negociados em bolsa (ETFs), que registraram captação líquida de R$ 5,8 bilhões no período, superando o resultado observado em janeiro, quando as entradas líquidas foram de R$ 3,3 bilhões. Esses instrumentos vêm ganhando relevância desde 2025, quando atingiram captação líquida recorde de R$ 23,1 bilhões. No mês, os ETFs de renda fixa foram responsáveis pela maior parte desse resultado, com captação líquida de R$ 5 bilhões, enquanto os ETFs de renda variável registraram entradas de R$ 753,9 milhões.
Entre os fundos estruturados, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) registraram captação líquida positiva de R$ 1,1 bilhão, enquanto os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) apresentaram captação líquida negativa de R$ 221 milhões no mês.
