Fusões e aquisições alcançam US$ 4,5 trilhões em 2025 e marcam o segundo maior volume da história

O ano de 2025 consolidou-se como um marco para o mercado global de fusões e aquisições (M&A). De acordo com estudo divulgado pela KPMG, o volume total dessas operações atingiu US$ 4,5 trilhões, representando um crescimento de aproximadamente 50% em comparação com 2024. O resultado configura o segundo maior já registrado em mais de quatro décadas, ficando atrás apenas do pico observado em 2021.

O desempenho foi fortemente influenciado pelo número recorde de mega transações. Ao longo do ano, foram contabilizados 68 negócios com valor individual igual ou superior a US$ 10 bilhões, responsáveis por remodelar setores inteiros da economia, como mídia, indústria e tecnologia. O ambiente de mercados financeiros aquecidos, aliado à ampla disponibilidade de financiamento, criou condições favoráveis para operações estratégicas de grande porte.

Outro fator relevante apontado pela pesquisa foi a concentração das operações nos Estados Unidos. Empresas norte-americanas estiveram envolvidas em cerca de US$ 2,3 trilhões do total global, a maior participação proporcional desde o final da década de 1990. Esse movimento refletiu um cenário regulatório mais previsível e uma postura mais favorável à realização de grandes combinações empresariais, especialmente em matérias concorrenciais.

Apesar do crescimento expressivo em valor, o número total de operações caiu cerca de 7% em relação ao ano anterior, atingindo o menor patamar desde 2016. O dado indica uma concentração do mercado em transações de maior complexidade e valor econômico, enquanto operações de menor porte perderam espaço no volume agregado de negócios.

No segmento de private equity, a atividade também apresentou expansão relevante, ainda que em ritmo inferior ao do mercado como um todo. Segundo a KPMG, as operações alcançaram US$ 889 bilhões em 2025, impulsionadas por grandes fechamentos de capital e por alternativas de desinvestimento, como ofertas públicas iniciais de ações. O cenário reforça a importância de estruturas jurídicas sofisticadas, capazes de endereçar riscos regulatórios, concorrenciais e financeiros em um ambiente de M&A cada vez mais estratégico e seletivo.